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LEMBRANÇA DE VIDAS PASSADAS

Antes de falar da regressão propriamente dita, vamos co­meçar falando da recordação a vidas passadas de uma forma mais genérica, aprofundando em suas várias facetas. É bem sabido que a recordação a vidas passadas não ocorre apenas durante as sessões regressivas em estados alterados de consciência. A recordação de vidas passa­das é um fenômeno universal e sempre esteve presente em muitas culturas e épocas distintas.

Há uma série bem numerosa de situações e condições nas quais uma pessoa pode ter acesso ao seu arquivo multimilenar. Um dos pesquisadores que estudou as várias facetas das recordações de vidas passadas foi o pesquisador espírita brasileiro Hernani Guimarães Andrade. Hernani era um investigador nato, e mergulhou com eficácia casos de crianças que eram sugestivos de reencarnação. Foi o coordenador da tradução da obra “Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação” de Ian Stevenson para língua portuguesa. Sua vasta obra abraça muitos temas, como reencarnação, fenômenos paranormais e mediúnicos, morte, obsessão espiritual, perispírito, a transcomunicação instrumental, dentre outros. Os tópicos abaixo estão inspirados na classificação que ele elaborou sobre as diversas formas de recordação de vidas passadas. Vamos então descrever resumidamente as principais formas em que essa recordação pode acontecer:

As recordações de vidas passadas se dividem em duas categorias gerais:

Recordação em crianças e recordação em adultos.

1)     Recordação em crianças

Esse tipo de recordação é muito comum, e assim como outros tipos de recordação, ela é frequentemente confundida com a fantasia infantil. A recordação em crianças será comentada com mais detalhes no último capítulo deste livro. Para tanto, o leitor pode se reportar ao capítulo XXVI desta obra.

2)     Recordação em adultos

As recordações em adultos compreendem toda a gama de experiências que são descritas nas linhas que seguem. Sua fenomenologia é numerosa, abrangente, universal e diversificada. Ela ocorre sob múltiplas formas, condições e contextos diferenciados.

Recordações iniciadas na infância e que persistiram até a fase adulta

Algumas recordações de vidas passadas que se iniciaram na infância podem persistir, total ou parcialmente, com o passar dos anos. Algumas pessoas que tiveram essas lembranças em tenra idade podem, em alguns casos, manter essa memória até a fase adulta. Embora casos como esse sejam mais raros, há indivíduos cuja memória das vidas passadas se prolonga até a fase adulta. Mas na maioria das vezes, crianças com essas reminiscências acabam passando dos sete anos de idade e esquecem completamente de sua vida passada. Logo que a criança começa a falar, aos 2 anos de idade, ela pode já começar a falar de sua vida passada. A maior porcentagem destes relatos ocorre entre a idade de 2 a 4 anos. Na maioria dos casos, as crianças lembram sua última vida, e alguns parentes e pessoas próximas podem fazer parte dessas lembranças.

Recordação pelos Sonhos

A recordação pelos sonhos é uma das formas mais comuns de lembranças de vidas passadas. Falaremos com mais detalhes a esse respeito no tópico sobre os sonhos, neste mesmo Tratado, mas podemos adiantar o básico para o leitor já ter uma visão geral do tema. Na maioria das vezes, um sonho revela uma memória de vidas passadas quando:

  1. Evocam forte conteúdo emocional.

  2. Seguem uma sequência lógica e coerente de acontecimen­tos.

  3. Na maioria das vezes, repetem-se com freqüência e sem­pre possuem o mesmo início, meio e fim, sem que tenha­mos poder de modificar sua trama.

  4. São dotados de muito realismo, como se estivéssemos revi­vendo algo que de fato ocorreu.

  5. Identificamos pessoas do sonho (que se apresentam com outra aparência) com pessoas de nossa convivência atual.

  6. Apresenta alguns elementos antigos, como roupas de época, cenários, residências, objetos, tudo aparentando ser tal como era em épocas pretéritas.

Os sonhos com vidas passadas são mais comuns do que a maioria das pessoas pensa. Pelas nossas pesquisas, podemos dizer que a maior parte da população mundial já teve, em algum momento de sua vida, um sonho de vidas passadas. Porém, a maioria encara essa experiência como apenas uma fantasia, um devaneio, um conglomerado de reminiscências atuais que são organizadas por fatores ocultos do nosso inconsciente. Se cada pessoa prestasse mais atenção em seus sonhos, seria possível descobrir alguns dos nossos mistérios íntimos. A observação sistemática dos sonhos deveria ser um pré-requisito para todos aqueles interessados em seu autoconhecimento.

Vejamos um exemplo de caso de sonho sugestivo de vidas passadas de uma pessoa que me procurou recentemente: “Sou psicoterapeuta, com formação bem ortodoxa. No entanto, tenho sonhos claros e recorrentes, onde tenho uma linda esposa, numa casa num bosque ao lado de uma montanha onde existe um túnel de onde sai sempre um trem. Sempre que tenho esses sonhos, acordo extremamente feliz, uma felicidade imensa, mas com muita saudade da mulher do sonho. Não considero essas lembranças como causas de problemas que posso ter, mas sim um momento único de vivenciar a felicidade suprema. O local é super claro pra mim, a casa, a mobília, tudo.”

Recordações por visões sem causa aparente

Algumas recordações de vidas passadas vêm à tona por motivos desconhecidos. Aparentemente não há qualquer fator desencadeante que tenha dado origem a súbita emergência de visões e sensações. Dizemos “aparentemente”, pois é possível que haja algum fato ativador desconhecido atuando e trazendo à consciência um conteúdo originário de um passado remoto. De qualquer forma, alguns casos de lembranças parecem surgir sem causa definida, algumas vezes após um relaxamento profundo, um devaneio, ou quando a pessoa está “sonhando acordada” e mergulhada em seu universo interior. Por vezes, a total ausência do foco de nossa mente, quando tudo parece fluir com perfeição e estamos libertos de preocupações dos afazeres diários parecem abrir caminho para nítidas lembranças do passado.

Deja vu

A palavra deja vu signfica literalmente “já visto”. O termo foi primeiramente utilizado pelo filósofo e metapsiquista francês Emile Boirac (1851-1917) no livro L’Avenir des Sciences Psychique (O Futuro das Ciências Psíquicas). No entanto, essa palavra tem dois significados principais e isso confunde muitas pessoas que lêem e tomam contato com esse tema. O primeiro significado e o mais comum é a recordação de que já vivemos uma dada situação (que não tem relação com vidas passadas). Algumas pessoas passam por alguma circunstância em sua vida cotidiana e tem a nítida impressão de que já viveram aquilo anteriormente. Isso pode ocorrer com a passagem por algum lugar, pelo encontro com uma pessoa, por uma frase que proferimos, pela visão de um objeto, ou qualquer outro elemento de nossa percepção. O processo do deja vu consiste na forte impressão de que já passamos por uma determinada circunstância, mesmo que jamais a tenhamos vivenciado. Há várias explicações para este fenômeno, mas não vamos entrar aqui nestes detalhes, pois não é este o objetivo deste capítulo.

O segundo significado está diretamente ligado a lembranças de vidas passadas. O Deja vu, neste sentido, é o processo de reconhecimento de que já estivemos num determinado local ou atravessamos uma dada situação, e esse seria um retorno de memórias e experiências que já vivemos em vidas passadas. Algum estímulo externo qualquer, com o qual tivemos abundante experiência numa de nossas vidas passadas, nos suscita uma clara impressão de já termos passamos por este lugar, de já termos vivido ali e vivenciado muitas experiências. Por exemplo, uma pessoa visita as pirâmides do Egito, e sente fortemente que já esteve ali antes, que já viveu experiências ali. Essa impressão de “já visto” e “já vivido” pode trazer outros sentimentos associados, como tristeza, vazio, raiva, mágoa, decepção, desesperança, etc. Pode até mesmo, em algumas circunstâncias, gerar efeitos físicos, como cansaço, aperto no peito, frio na barriga, tontura, etc. Nesse sentido, qualquer estímulo externo que provoque em nós uma forte sensação ou reconhecimento de que já vimos, já sentimos, ou já passamos por aquilo pode ser considerado um deja vu.

Recordação pelo reconhecimento instantâneo de uma pessoa

O encontro com determi­nadas pessoas que convivemos em vidas passadas pode ser igualmente um fator desencadeante para a emergência de muitas recor­dações de vidas passadas. Esse encontro é, na realidade, um reen­contro, que pode ter ocorrido não apenas em uma, mas em muitas vidas passadas. Quando duas almas passaram várias encarnações juntas, elas podem trazer uma bagagem positiva e negativa de lem­branças. Quando ocorre esse encontro, uma torrente forte de emo­ções, sensações e pensamentos frequentemente vem à tona, causando impres­sões bem intensas. Algumas vezes esse reencontro pode gerar até certa confu­são e angústia nas pessoas, além de algumas somatizações físicas. Por outro lado, o famoso “amor à primeira vista” é, sem dúvida, um reconhecimento de alguém de amamos muito em vidas passadas. O amor não surgiu ali, naquele momento, ele é reaceso após o reencontro de dois espíritos que já se amavam mesmo antes do contato físico. Assim que nosso olhar bate com a outra pessoa, a familiaridade e as afinidades são fortemente sentidas. No momento em que a pessoa começa a enxergar além da aparência imediata, há um encontro de almas que se conhecem desde milênios passados. Além do amor à primeira vista, há também a chamada “antipatia gratuita”. Pessoas que mal se conhecem e já sentem uma forte repulsa uma pela outra. Os sentimentos mais densos podem irromper. Pessoas que tiveram rixas, disputas e conflitos no passado podem se reencontrar e isso gerar uma ebulição de toda a carga de várias experiências passadas. Esse contato pode trazer à consciência memórias claras ou mesmo memórias obscuras, apenas como sen­sações não identificadas. Uma pessoa pode conhecer a outra e, por exemplo, sentir um medo inexplicável; um sentimento de reverência; uma angústia ou aversão inexplicadas. Pode existir uma impressão considerável de que já conhecemos aquela pessoa há muito tempo; há muitos milê­nios ou mesmo há muitas eras.

Recordação provocada pelo contato com lugares

Esse tipo de recordação eclode após a passagem por lugares determinados que a pessoa tenha vivido em vidas passadas. Pode ser uma igreja antiga, um templo, uma cidade, uma floresta, um lago, uma praia, um monumento histórico, uma construção antiga qualquer, um obelisco, uma estrada, um sítio arqueológico, etc. Qualquer local que alguém tenha vivido em existências pregressas e que se depare agora, no momento presente. Isso ocorre frequentemente em viagens para locais onde desejamos ir e já sentimos afinidade.

Um caso que tomei contato recentemente foi de uma moça que me escreveu desejando compreender o que se passava com ela. Segundo seu relato, ela tem verdadeiro pavor pela ponte Rio-Niterói, a ponte que liga o município do Rio de Janeiro ao município de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. Toda vez que ela passa pela ponte de carro, ela começa a se sentir muito mal: seu coração acelera, sente-se angustiada, fica pálida, sua respiração fica ofegante e sente muita tontura. Por vezes alguns flashes atravessam sua mente e ela se depara com cenas dotadas de muito realismo.

Essas visões mostram um grave acidente de carro onde ela se vê como sendo uma das vítimas. Disse que essas sensações são horríveis e atrapalham sua vida, pois, como residente na cidade do Rio, alguns amigos a convidam para viajar à região dos Lagos e só é possível chegar até lá pela ponte Rio-Niterói. Ela diz que é tenebroso, que dói demais passar por lá, e que às vezes se torna insuportável tudo aquilo. Esse é um caso bem contundente de recordação de vida passada acionada pelo contato com certos locais.

Este caso é diferente do deja vu. Enquanto no deja vu há apenas uma sensação de reconhecimento e familiaridade, aqui há uma torrente de imagens e sensações.

Recordação provocada por semelhança de lugares ou regiões

Aqui também podemos citar visões de seres ou fenômenos da natureza semelhantes a situações de vidas passadas e que podem evocar a sensações, emoções ou visões de outro tempo. Uma pessoa pode ter contato com, por exemplo, uma pradaria, e se recordar de ter vivido no oeste norte-americano no século XIX; pode ter contato com o mar e recordar que viveu como pescador numa vida na China; pode ter contato com uma montanha e recordar ou ter a sensação de ter vivido no alto de uma montanha em algum país oriental. O caso abaixo que nos chegou é bem ilustrativo desse fenômeno: “Tenho estes sentimentos muitas vezes, mas esta semana foi muito forte, senti mesmo vontade de voltar para casa. Quando olhei a grama no chão me bateu uma imensa saudade dos campos de uma cidade no interior da Itália. No entanto, eu nunca fui a Itália. Senti cheiro do campo, senti que lá eu tinha paz e era feliz”.

Outro caso é esse que me chegou recentemente. A moça conta que: “Todas as vezes que viajo para um lugar que tem montanhas, sinto uma saudade imensa. Quando vejo as montanhas ao anoitecer nas sombras, sinto uma vontade imensa de chorar. Lembro ainda bem pequena, aos 5 anos, que eu via um quadro com uma mulher e montanhas ao fundo. Eu olhava fixamente essas montanhas ao anoitecer”. Nesse caso, em sua viagens, sempre que se depara com montanhas, essa visão evoca sensações e fortes emoções de vidas passadas. Essas emoções que a fazem chorar provavelmente não são da vida atual. São emoções que tem sua origem em vidas passadas onde existiam montanhas semelhantes a que ela observa na vida atual. Casos como essa são mais comuns do que a maioria pensa.

Recordação provocada por doenças graves ou traumas intensos

A recordação espontânea também pode surgir após uma enfermidade séria ou mesmo um intenso trauma psicológico. No caso das patologias físicas, o indivíduo pode sentir-se vulnerável, com mal estar, com dores, angústia, fraquezas, pode ficar acamada por muito tempo, e pode até mesmo entrar num estado alterado de consciência, provocado por uma grande quantidade de tempo em que sua mente estará mais livre do organismo físico. Por exemplo, não é muito raro uma pessoa vivenciar um estado alterado em graves quadros febris. Alucinações e delírios podem se manifestar em casos assim, da mesma forma que impressões, sensações, sentimentos ou mesmo visões de vidas passadas podem correr livremente em nossa consciência. Obviamente que isso não ocorre em todos os casos, apenas em algumas situações de enfermidades mais severas é possível que o inconsciente venha a expressar uma experiência de vidas passadas. No caso de traumas intensos, podemos vivenciar uma sensação de colapso do nosso ego e nossa identidade. Nesse momento, com a saída momentânea de nossa perspectiva pessoal, memórias ocultas podem saltar a consciência revelando tramas pretéritas até então desconhecidas.

Recordação provocada por surtos psicóticos ou transtornos diversos

No caso de surtos psicóticos, é bem mais difícil identificar uma recordação espontânea, pois tudo o que passa na mente de pessoa nessa condição tende a ser rotulado pelos especialistas como fantasias, criações, invenções, delírios, quimeras, extravagâncias, devaneios, etc. No entanto, algumas imagens e sensações podem ser tão somente uma memória emergente de uma vida passada, mas são encaradas pelos psicólogos e psiquiatras como simples imagens aleatórias condensadas e criadas pelo indivíduo. Psicóticos podem até mesmo incorporar personalidades suas de uma vida passada e expressa-las como se elas estivessem vivas hoje. Outros transtornos de personalidade e humor também podem irromper uma lembrança de vidas passadas.

Recordação por manifestação da personalidade de vidas passadas em casos de transtornos dissociativos

Falaremos sobre os transtornos dissociativos de identidade mais a frente nesta obra.

Recordação por ativação de faculdades paranormais

Algumas pessoas cuja paranormalidade ou sensibilidade psíquica está aflorando podem, por meio dessa abertura, ter percepções de suas vidas passadas. Médiuns e sensitivos em geral tem mais facilidade de perceberem suas vidas passadas do que pessoas comuns. Quando ocorre um despertar abrupto dessas faculdades psíquicas, as visões de nossas vidas passadas podem brotar naturalmente. Sensitivos, videntes e médiuns podem também captar informações a respeito das encarnações de outras pessoas.

Recordação pelo uso de substâncias psicoativas

Muito usado pelos povos tribais antigos, em especial no xamanismo, o uso de substâncias pode ser um fator desencadeante do despertar de nossas memórias de vidas passadas. Essas substâncias sempre foram usadas em ritualísticas diversas e também serviam e servem para abrir caminho a uma visita mais direta aos espaços interiores do homem. Substân­cias como Peyote, Mescalina, Ácido Lisérgico, Ayahuasca (Santo Daime), Salvia Divinorum e Jurema Preta podem servir a esses fins. Além do despertar de nossas vidas passadas, a Ayahuasca em especial teria também o efeito de precipitar o chamado “vôo da alma” no Xamanismo, que no Espiritualismo é chamado de “desdobra­mento” ou “projeção astral”, que implica num afastamento temporário do corpo etéreo do homem de seu corpo físico.

É preciso alertar que todo cuidado é pouco no uso dessas substâncias, pois algumas delas podem representar um perigo real a nossa estabilidade psicológica. De qualquer forma, muitas pessoas resgatam memórias de vidas passadas, intencionalmente ou não, através do concurso de certas substâncias psicoativas. Não é raro encontrar casos de pessoas que, após a ingestão do chá da Ayahuasca, tiveram experiências com o que lhes parecia serem recordações espontâneas de vidas passadas. Porém, em casos como esse, é comum que um turbilhão de emoções comece a fluir de forma mais ou menos desordenada, e que a experi­ência não seja devidamente assimilada. Por esse motivo, mesmo com a recordação de vidas passadas com o uso de substâncias é reco­mendável o tratamento dessa mesma vida em sessões de terapia regressiva.

Recordação por obsessão espiritual

Em casos mais profundos de obsessão espiritual o próprio laço obsessivo pode precipitar o surgimento de uma impressão, sensação ou uma lembrança mais nítida de uma vida passada em que convivemos com esse espírito. Obviamente isso não é muito comum de ocorrer, mas há alguns poucos casos em que a simples aproximação de uma entidade do nosso passado, seja parente ou não, pode estimular determinadas recordações.

O encarnado e o desencarnado podem ter convivido em diversas vidas, e a presença do espírito é tão forte e causa uma impressão tão profunda em nós que começamos a recordar e algumas vezes reproduzir experiências de uma ou mais vidas passadas. O contato com encarnados e com desencarnados de outras vidas podem trazer à tona as circunstâncias mais intensas do nosso passado com esses espíritos.

Recordação por experiência fora do corpo

Este tipo de recordação se torna possível graças a uma “experiência fora do corpo”., ou experiência de projeção do nosso corpo espiritual para fora do nosso corpo físico. Neste estado de consciência, onde nos distanciamos do nosso corpo físico, é possível ter experiências de nossas vidas passadas, embora isso não seja muito comum.

Um caso verídico que pode servir de ilustração foi de um homem que reclamava constantemente que um colega de profissão não gostava dele e fazia de tudo para prejudica-lo. Após mais um dia de briga entre os dois, voltou para casa, relaxou e suplicou a Deus que o ajudasse a compreender o porquê daquela rixa entre ambos, que estava acabando com ele. Dormiu profundamente, e percebeu que estava fora do corpo. Viu seu corpo deitado, adormecido e compreendeu que estava vivendo uma experiência singular. Observou que o sol começava a nascer no horizonte, e subitamente, sem aviso prévio, estava em outro local, numa floresta. Começou a se aproximar dele um homem com roupas brancas reluzentes, com brilho nos olhos e emanando grande amor. O homem perguntou: Quem é voce?A alma de luz respondeu: Sou um espírito enviado por Deus. Ele ouviu sua prece e considerou que poderia esclarecer-te sobre sua condição. Acompanhe-me!

O homem ouviu tal coisa e viu que o dia começara a raiar. Já estava quase na hora de acordar para ir novamente ao trabalho. O homem então interpelou o espírito: “Espere! Preciso acordar agora para ir trabalhar, não posso ficar aqui nessa floresta, devo voltar, caso contrário, chegarei atrasado para o trabalho!” O espírito, então, respondeu: Não te preocupes, entregar-te-ei a tempo de ir ao trabalho. Então o homem, em corpo espiritual durante a projeção astral, foi seguindo o espírito, que ia penetrando ainda mais fundo na floresta. Ocorreu que o homem viu-se sozinho naquele lugar e percebeu a figura de outro homem, com um machado na mão. O outro homem segurou o machado e desferiu um golpe nele, que esquivou-se rapidamente e conseguiu tomar-lhe a arma. O homem então atacou o outro com uma machadada que cortou-lhe a barriga e logo em seguida, com outro golpe, decepou sua cabeça. Estava assustado e com suas mãos cheias de sangue. Viu o espírito aparecer em sua frente e indignou-se com ele, dizendo: Não acredito que fez isso! Trouxe-me aqui apenas para que eu matasse esse homem? O espírito, com olhar amoroso, respondeu: Não, voce acabou de reviver sua última vida passada, onde matou esse homem, tal como o fez agora. Ele é a pessoa que hoje lhe traz tantos problemas em seu trabalho. Tudo o que ele faz com você é, em parte, motivado por esse assassinato. Agora você sabe o que fez e a causa dessa perseguição, mas depois dessa experiência, tudo se amenizará.

Esse é um pequeno exemplo para ilustrar como pode ocorrer uma recordação de vidas passadas durante uma projeção astral. Essa experiência é uma recordação espontânea com a intervenção de uma alma de luz.

Recordação por EQM (Experiência de Quase Morte)

Esse tipo de regressão espontânea, produzida por uma EQM, não é algo muito, mas de vez em quando acontece. É possível que a pessoa, ao atravessar uma experiência no limiar da morte, possa entrever fatos e eventos de uma vida passada, e até mesmo ter uma oportunidade de conhecer e reparar certos erros de vidas passadas. Foi o que ocorreu, por exemplo, com o caso de Marisa Cruz, veiculado pelo Globo Repórter da Rede Globo. Marisa estava andando de bicicleta num parque de São Paulo, e subitamente, começou a sentir uma dor fortíssima de cabeça. Marisa foi levada ao hospital e lá teve uma experiência de quase morte. Se viu saindo do corpo e apareceu num lugar que ela descreveu como “cinza e pesado”, com um clima bem estranho. Neste local ela teve contato com a pessoa de um general, que ela já conhecera de outras vidas. Ela reviu uma existência de 4.000 anos no passado. Ao encontrar o general, seu impulso foi de pedir perdão pelos erros que cometeu contra ele. Em suas palavras “Eu não era leal. Eu articulei batalhas para ele, mas eu também articulei matá-lo. E a morte dele foi a punhaladas”. Esse general era provavelmente um espírito que ela conheceu nesta vida passada. Eles trabalharam juntos no exército e ela (que era homem nessa vida passada) articulou a morte dele. Mas pelo que Marisa percebeu, mesmo pedindo perdão pelo assassinato, o general não a perdoou. Marisa disse que “Acredito que ele teve essa oportunidade de evolução, mas ele não quis, e esse é o livre arbítrio dele”. Em suas palavras, o grande aprendizado que quiseram lhe transmitir foi “Não faça para depois ter que pedir perdão”. Após essa experiência espiritual, Marisa retornou sem nenhuma seqüela de derrame, o que surpreendeu os médicos que a atenderam. Esse é um bom exemplo que nos mostra como uma Experiência de Quase Morte pode ativar uma memória espontânea de vidas passadas

Recordação por meditação ou experiências místicas:

Pela Meditação

Essa forma de recordação ocorre mais comumente em meditadores que já atingiram estágios um pouco mais avançados em suas práticas. A princípio, qualquer abordagem de meditação pode levar uma pessoa a recordações, desde que levada a estágios mais profundos. Um exemplo dessa prática ocorreu com Buda, que por meio da meditação atingiu a lembrança de milhares de vidas anteriores. Segue o texto original de quando Buda relata sobre suas vidas passadas: “Com o coração assim resoluto, assim aclarado e purificado, limpo e purgado de coisas impuras, manso e apto a servir, firme e imutável – foi assim que adeqüei meu coração ao conhecimento de minhas existências passadas – um só nascimento, depois dois … [e assim sucessivamente até] … cem mil nascimentos, muitas eras de desintegração do mundo, muitas eras de sua reinte­gração, e novamente muitas eras de sua desintegração e de sua reintegração. Nesta ou naquela existência passada, lembrava-me de meu nome, meu clã, minha casta, meu regime alimentar, minhas alegrias e sofrimentos, e duração da minha vida. Depois passei a outras existências subseqüentes nas quais tais e tais eram meus nomes e assim por diante. Depois passei à minha vida atual. E assim recordei-me de minhas diversas existências passadas em todos os detalhes e características. Este, Brâmane, foi o primeiro conheci­mento que alcancei na primeira vigília daquela noite – a dissipação da ignorância e a conquista do conhecimento, a dissipação da escuridão e a conquista da iluminação, como convinha à minha vida estrênua e fervorosa, purgada do eu”.(“Majjhima-nikaya”, VI [“Bhaya-bhe­rava-sutta”])

Outro exemplo, tal como descrito no livro “Da Morte ao Nascimento”, descreve um yogue, cujo nome era Jaigishavya, que começou a recordar-se de centenas e centenas de vidas passadas após o apro­fundamento em práticas avançadas de Yoga. Como descrito pelo autor pandit tigunait “ele penetrou no vasto reino de sua mente in­consciente, conhecido como chitta, onde encontrou os karmas ador­mecidos relacionados com seus milhares de vidas passadas. (…) Ficou impressionado com as inúmeras formas de vida que tivera no passado. Fora rei, mendigo, inseto, elefante, demônio, ser celestial e tudo o mais que existia entre uns e outros. Tinha magoado e sido magoado. Viu milhões de espíritos individuais – dos quais alguns ele tinha odiado e sido odiado por eles. Outros ele tinha amado e sido amado por eles. Tudo o que tinha acontecido com ele formara uma impressão e todas as impressões tinham sido armazenadas intactas. Mesmo havendo intervalos ocasionais de prazer, uma torrente de dor intensa fluía constantemente de todas as experiências”. O autor desejou esclarecer que, na experiência humana de nosso nível, a dor e o sofrimento são de certa forma preponderantes, e esse é o motivo que impulsiona o espírito humano a buscar sua transcendência e libertação. Essa é uma experiência mais profunda, realizada em estado de samadhi, o estado superior de consciência tal como des­crito pela tradição da Yoga. Essas experiências podem ser em menor grau, a ponto de se resgatar algumas vidas ou mesmo uma única vida durante alguns períodos de meditação. O importante é saber que a meditação tem a capacidade de trazer à tona várias memórias de vidas passadas, e isso ajuda a purificar o praticante de suas tendên­cias, apegos e sofrimentos.

Por experiências espirituais

As experiências espirituais de várias épocas e tradições podem ser o gatilho para a recordação de uma ou mais vidas passadas. Isso é particularmente comum no Xamanismo, em estados de transe diversos, em ritos de passagem, em iniciações de fraternidades místicas e esotéricas, em alguns rituais arcaicos, etc.

Recordação por informação de terceiros

Pela intervenção de espíritos: O relato de pessoas que, através da intervenção de espíritos de luz, puderam reviver vidas passadas não é tão raro como se pensa. Algumas pessoas relatam terem recordado de suas vidas passadas com a ajuda de seres luminosos. As pessoas fazem um pedido, uma oração ou súplica para que um problema seja esclarecido ou amenizado. Nesse momento, uma alma mais adiantada pode ouvir nosso pedido e abrir nossos arquivos espirituais revelando fatos e acontecimentos que explicam o motivo de certos transtornos vividos no presente. Essas recordações aliviam certas dores, esclarecem alguns fatos, liberam bloqueios, permitem a descarga de emoções represadas e nos ajudam a com­preender as relações de causa e efeito entre o que ocorreu no pas­sado e suas conseqüências no presente. Com o advento de uma nova era, muitos casos como esse estão ocorrendo com frequência, principalmente nas últimas décadas, e estão se tornando cada vez mais comuns no mundo inteiro. Isso ocorre, provavelmente, por que na época atual existe uma forte necessidade de se solucionar mais rapidamente certos entraves ao nosso desenvolvimento espiritual.

Um bom exemplo vem de uma pessoa que me procurou pela internet e me contou um caso em que os seus guias espirituais lhe fizeram uma revelação de várias vidas passadas em que ela teria seguido o mesmo padrão de suicídio. Segue o relato:

Aconteceu numa dessas noites… Tenho certeza de que estive falando com meus Mentores ou Amigos Espirituais. Eu estava prestes a acordar, mas fiquei naquele transe, conversando com eles. Eles me disseram que eu fui suicida em muitas vidas anteriores e que era esse o motivo de eu ter encarnado, para superar a fraqueza não querer enfrentar a vida e por isso cometer suicidio.

E perguntei com todas as palavras para eles: Eu vou me matar dessa vez? Vou sucumbir? Eles responderam que não. Disse que ’Dessa vez o pior já passou e você sobreviveu aos piores momentos dessa vida. Agora a palavra de ordem é trabalhar’.

Foi então que eu me vi muitas vezes, em corpos diferentes, e cada um deles eu estava cheia de sangue, como se eu tivesse me dado várias facadas. O pior é que tive a visão e sentimento, de que fiz isso várias vezes por ter sido rejeitada por amor; um amor não correspondido. Então acordei e tive a nítida certeza de que era eu mesma! Escrevi tudo em um caderno e tenho até hoje!

E outra coisa interessante é que desde pequena tenho instinto suicida, tal como me cortar com vidro, todo o meu braço. Já tentei suicidio três vezes e fui para hospital, fiquei mal, mas nao consegui me matar.

Por espíritos através de médiuns: Nos centros espíritas, espiritualistas, umbandistas, templos esotéricos, etc, não é incomum que algum médium entre em contato com um espírito, por vidência ou escrita automática (psicografia) e este espírito revele as vidas passadas de alguns dos membros presentes. Há muitas pessoas que conseguiram informações sobre suas vidas passadas por espíritos incorporados ou não em médiuns que lhes fazem uma descrição com maiores ou menores detalhes de uma ou mais vidas passadas. Algumas dessas informações são confiáveis, outras podem ser duvidosas. Hipolite Leon Denizard Rivail, cujo pseudômino é Allan Kardec, recebeu a informação de um espírito sobre uma de suas vidas passadas. O espírito lhe disse que ele fora um druida numa de suas encarnações e seu nome era Allan Kardec. A partir de então, o professor Rivail passou a se utilizar desse nome, Allan Kardec.

Uma boa experiência a se fazer, a fim de verificar a validade da informação, é percorrer vários centros espíritas e pedir que o espírito faça a revelação de nossa última vida, ou seja, de vida imediatamente anterior a atual. Se mais de um espírito em mais de um centro der uma informação muito parecida, então há grande chance de ser real. Conheço pessoas que realizaram esse périplo e pediram informações de suas vidas passadas em três ou quatro centros espirituais diferentes para médiuns diferentes, que não se comunicaram entre si. Em algumas ocasiões, as vidas não eram as mesmas, mas em outras, o que um médium dizia confirmava o testemunho de mais um ou dois médiuns. Uma senhora que entrou em contato comigo me disse que havia percorrido quatro centros espirituais diferentes, e em todos os quatro as informações sobre uma de suas vidas passadas foram praticamente idênticas. Isso talvez nos mostre que é possível se obter informações sobre nossas vidas passadas pelo concurso de médiuns em centros espirituais de diferentes denominações.

Por sensitivos ou videntes: Outro fenômeno que ocorre, similar a este que descrevemos acima, é a transmissão de informações de vidas passadas de sensitivos que veem, eles próprios – sem a ajuda de um espírito – as vidas passadas de alguém. Em alguns locais de tratamento espiritual é muito comum que o sensitivo tenha visões relacionadas a uma vida passada do atendido. Em outros locais, um vidente pode olhar para uma pessoa e se descortinar diante de sua visão cenas sobre uma possível vida passada. Há dois tipos de abordagem dos sensitivos sobre as vidas passadas de uma pessoa. A primeira é apenas ver e revelar a alguém informações sobre a sua vida passada. Isso pode ser positivo em alguns casos, dependendo do contexto de vida da pessoa, pois pode permitir a compreensão de certos percalços que ela atravessa na vida atual. A segunda abordagem é quando o sensitivo não apenas vê nossas vidas passadas como também faz um tratamento ou limpeza dessa vida. Esse segundo procedimento é, obviamente, muito mais recomendado, pois tem muito mais utilidade do que a revelação pura e simples de uma vida passada, que na maioria das vezes pode não nos ser útil e produtivo.

No livro de Trutz Hardo “Novos Métodos de Regressão a Vidas Passadas” há uma estória de regressão onde uma mulher se percebeu no Egito antigo. Nessa vida ela trabalhava com cura dentro de uma pirâmide. Ela havia realizado técnicas de desenvolvimento psíquico e conseguiu abrir sua visão clarividente, o que lhe permitia ver as vidas passadas de outras pessoas. Então ela recebia os atendidos e impunha as mãos sobre eles. De repente cenas das vidas passadas das pessoas começavam a passar em sua mente. Ela podia ver as causas dos principais problemas que assolavam as pessoas, e dessa forma, ficava claro qual era o melhor tratamento. Ela então tratava essa vida passada e a pessoa se curava.

Uma ex-paciente de TVP tem me mandado uma série de e-mails me contando algumas experiências semelhantes a essa. Ela me relatou que, logo após o término da TVP, sua visão psíquica se abriu e ela agora podia ver as vidas passadas de algumas pessoas.  Vejamos o que ela relata sobre sua primeira experiência:

“Semana passada, meu pai me convidou para auxilia-lo em uma sessão de Reiki. Ele estava tratando uma moça (a pedidos da irmã dela) que passou por um trauma há 25 anos e encontrava-se até hoje “fora de si”, sem interação social. Deixei que ele iniciasse e fechei os olhos envolta naquele ambiente tranquilo. De repente, comecei a visualizar cenas: vi tal moça no plano espiritual amarrada por uma coleira e alguém a me dizer que ela estava em um processo de subjugação. Disse-me ainda que quando ela passou por esse trauma na vida atual, entrou em sintonia com algumas vidas passadas em que ela dominava ou era dominada, repetindo assim um mesmo padrão também nesta vida. Comecei, então, a visualizar essa coleira sendo desfeita, as entidades que a prendiam sendo encaminhadas para a luz (tentando mostra-las como todos estavam infelizes e podiam experimentar a felicidade se aceitassem seguir) e o corpo dela sendo tratado. Tentei ainda pedir que ela retomasse a sua vida e aceitasse voltar ao corpo, recomeçando.

Após a sessão, contei o que vi à irmã dela que, por sua vez, me contou que presenciou algumas vezes ela tentando tirar algo do pescoço enquanto dormia. Na sessão do dia seguinte, entrei novamente na sessão e não mais vi a tal coleira. Além disso, vi uma cena em que esta moça pintava quadros. Quando relatei isso à sua irmã, ela me disse que naquele mesmo dia havia perguntado se ela queria participar de um curso de pintura e ela se mostrou motivada. Antes de irem embora, essa moça me olhava sem parar (ela não olha nos olhos de ninguém!), franzia as sobrancelhas e, antes de ir embora, me deu um mega (ela não fazia isso nesses anos todos) sorriso… o que me emocionou muito. Recebi notícias de que ela tem retomado o convívio social, reconhecido as pessoas, brincado e sorrido!”

Esse é um relato muito interessante, pois foi o início da descoberta de uma sensibilidade relacionada a visões de vidas passadas. Essa ex-paciente fechou um ciclo completo de tratamento, desde o início quando colocou as mãos na pessoa, viu a vida passada, fez o tratamento mentalmente, conferiu que a tal “coleira” não estava mais lá, teve a confirmação de um parente que a moça de fato tentava tirar algo do pescoço, e depois recebeu a notícia da família que a moça retomou o convívio social logo após o tratamento da vida passada. Isso significa que a ex-paciente, agora sensitiva, cumpriu todos os passos esperados de um vidente que trata vidas passadas. Esse caso ilustra bem como se dá uma revelação de vidas passadas por intermédio da visão psíquica de sensitivos.

Depois desses acontecimentos, ela atendeu outras pessoas, e algumas apresentaram melhoras que foram consideradas inexplicáveis pelos médicos que acompanhavam o caso. Ultimamente ela nos escreveu dizendo que sua visão psíquica havia atingido um grau maior, e que agora ela não precisava nem mais tocar na pessoa; bastava conversar com algumas pessoas que cenas de vidas passadas já apareciam claramente a ela.

A despeito de todos esses fatos, todo cuidado é pouco dentro dessa área. Infelizmente há muitos falsos médiuns e falsos sensitivos que se aproveitam da boa fé das pessoas com enganações, burlas, dissimulações e fraudes grotescas. É preciso manter acesa a chama da sensatez e não sair acreditando em tudo o que nos é dito. Nesse âmbito, a carência e a busca por soluções fáceis para os nossos problemas podem nos fazer cegos diante da verdade e nos fazer cair nas armadilhas dos picaretas e aproveitadores.

Recordação Provocada por técnicas

Psicanálise muito profunda: Diz-se que quando uma intervenção psicanalítica atinge uma boa profundidade, é possível, ao menos em tese, a pessoa acessar espontaneamente uma de suas vidas passadas. Geralmente se revê a vida passada que mais tem relação com a sessão psicanalítica. Isso pode também ocorrer em sessões de intenso trabalho com a técnica da associação livre formulada por Freud. Mesmo sem que ele e o psicanalista percebam, o paciente da psicanálise começa a fazer associações que o remetem a uma ou várias vidas: imagens, cenas, sensações, impressões, sentimentos, sons, cheiros, etc de vidas passadas podem aparecer na associação livre.

Regressão de Idade, tal como descrita opor Hernani Guimarâes Andrade, possui dois tipos principais:

Regressão Cronológica: Este tipo de regressão provocada é estimulada por técnicas que fazem a pessoa ir regressando no tempo até a infância, nascimento, vida intrauterina e finalmente vidas passadas. A ideia desse tipo de regressão provocada é um “retorno no tempo”. Para tanto, a pessoa pode se visualizar voltando mentalmente em sua faixa etária: se vendo adulto, depois passando pela adolescência, depois a infância, nascimento, útero materno, até chegar a uma de suas vidas passadas. Chama-se “cronológica” por que utiliza o fator “tempo” para se chegar a uma vida passada. A pessoa se visualiza voltando no tempo até uma vida passada. Antes de Morris Netherton, praticamente todos os profissionais de regressão de memória trabalhavam com a regressão cronológica. Essa forma de regressão ainda é muito utilizada nos dias de hoje.

Regressão Cronotópica: Este tipo de regressão provocada não segue pela via do tempo, mas sim pela focalização nos sintomas atuais para daí se começar a acessar uma vida passada. Essa técnica se baseia na hipótese de que os sintomas físicos e emocionais que assolam a pessoa nos dias de hoje estão intrinsecamente ligados a uma vida passada. Se é verdade que o sintoma surgiu como resultado de uma experiência passada, a concentração sobre o sintoma pode trazer, por associação, a própria experiência de vidas passadas que o produziu. Morris Netherton foi o primeiro a identificar a eficiência e a rapidez da regressão cronotópica, até então negligenciada pela maioria dos terapeutas regressivos da história. Cada vez mais terapeutas aderem a regressão cronotópica, pela rapidez e facilidade de seus resultados. Hans Tendam e Roger Woolger são exemplos de terapeutas que seguem essa orientação.

Regressão Provocada por finalidade:

Regressão terapêutica a vidas passadas:Trata-se da regressão de memória provocada que possui um viés terapêutico e não apenas de pesquisa parapsicológica.

Regressão não terapêutica, com finalidade de pesquisa:Ao contrário da anterior, é a regressão realizada unicamente com a finalidade de pesquisa experimental, a fim de trazer evidências a favor ou contra a reencarnação.

Recordação por passes magnéticos

Outra forma menos conhecida de resgate, que ocorre espontaneamente, é pela aplicação do cha­mado passe magnético, conhecido no passado como magnetismo animal. O magnetismo animal é uma técnica de cura magnética criada por Franz Anton Mesmer, médico e ocultista do século XVIII famoso pela descoberta do magnetismo humano e por dar início às pesquisas que levariam a posterior descoberta da Hipnose. O Mag­netismo animal é o nome dado a descoberta de uma espécie de fluido magnético invisível que pode ser aplicado pela energia canalizada através das mãos e que teria um poder de aliviar sintomas diversos. Hoje em dia o magnetismo animal recebeu diversas denominações, como passe magnético (Espiritismo), Johrey (Igreja Messiânica), Okiome (Mahikari: uma derivação do Messianismo), Cura Prânica (de Choa Kok Sui), Polaridade (de Richard Gordon), dentre outros. Ainda na época de Mesmer, o Marquês Chastenet de Puységur foi o pri­meiro a registrar a ocorrência, após a aplicação dos passes magnéti­cos, do que ficou conhecido como o “sono misterioso” (que veio a ser chamado de Hipnose algum tempo depois). Outra abordagem de cura espiritual pela energia das mãos vem através do chamado Reiki (literalmente “energia vital universal”). O Reiki não é exatamente uma técnica de cura magnética, tal como o passe espírita, o johrey, etc, pois canaliza uma energia mais sutil e só ocorre após uma iniciação espiritual específica concedida por um mestre já iniciado. De qualquer forma, muitos mestres de Reiki sabem que algumas pessoas que recebem a energia do Reiki começam a ter suas memórias de vidas passadas afloradas. Existem até mesmo alguns reikianos que, após esse resgate, procuram orientar a pessoa para conhecer com mais detalhes uma vida e mesmo tirar da experiência um benefício tera­pêutico. Isso nos mostra que existe uma correlação entre a energia sutil aplicada e a entrada em estados de consciência mais profundos, onde, dentre outros efeitos, a memória de vidas passadas pode emergir.

Recordação por meio de objetos

Algumas estórias lendárias sobre a bola de cristal e seu poder de evocar visões e percepções espiritu­ais diversas foram muitas vezes tratadas como fantasias e um mero produto da imaginação humana. Porém, muitas pessoas conseguem visuali­zar seu passado encarnatório em objetos como a bola de cristal, ou mesmo em cristais de quartzo. O uso da bola de cristal é comum entre os sábios tibetanos, os ciganos e nas práticas de outros povos. É possível ver o passado e até mesmo o futuro em determinados objetos, em especial a bola de cristal de quartzo.

Além da bola de cristal, nossas vidas passadas também podem ser visualizadas em espelhos. Muitas pessoas já tiveram a experiência de, com baixa iluminação e a fixação do olhar no espelho, perceber a face e aparên­cia que tiveram em vidas passadas. Algumas cenas desconhecidas de nossas vidas também podem ser apreciadas com o olhar concen­trado em espelhos.

A esse respeito, Raymond Moody, expoente das pesquisas de Experiência de Quase-Morte, realizou algumas experi­ências com a visualização de vidas passadas em cristais, e escre­veu: “a cristalomancia foi usada até pela rainha da Inglaterra para dar orientação pessoal através do cipoal de negócios de Estado com os quais tinha que lidar. Nessa técnica, a pessoa olha fixamente para uma bola de cristal ou para algum outro centro bem definido, en­quanto em estado de indução hipnótica. Usei a técnica da bola de cristal tanto em grupos como individualmente. De um modo geral, foi a que ofereceu melhores resultados [na visão de vidas passadas], talvez por que a bola de cristal desse ao indivíduo uma sensação de controle”. Falaremos com mais detalhes sobre a técnica do cristal e do espelho em capítulo subseqüente.


Autor: Hugo Lapa

Atendimento com Terapia de Vidas Passadas

Fonte:https://hugolapa.wordpress.com

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